Então percebo que todos eles, todos, guardavam suas recordações amorosas. Lidei com fotos, cartas, posts em fotologs e blogs para elas. Todos eles também se declararam pra mim, e pra todos eu me entreguei por inteira. E em todos, todos os casos, são só as minhas lembranças que estão fadadas à morte.
Do primeiro recebi contos sem meu nome. Foram todos excluídos de suas páginas, restando apenas indiretas amargas à garota púrpura. Do segundo, tive uma caixinha feita manualmente, cheia de fotos e cartas dentro, estraçalhada. Nada original. Do terceiro, esse que mais se apegava às suas recordações, que até lembranças de moças que nunca foram importantes em sua vida eram encaixotadas em cada mudança, dele nenhuma de nossas milhares fotos restaram em seu computador. Até da nossa almofada ele se livrou. Do quarto, as lindas poesias e dedicatórias fotologuianas com meu rosto estampado foram apagadas, mas as dirigidas para as outras, essas nunca! E do quinto, o mais recente, os meus queridos desenhos e bilhetes bobos e apaixonados foram queimados em seu quarto. Os das outras, nunca! Sempre só os meus...
Talvez o que sentiram por mim não valha tanto a pena. Provável que a farsa precisasse de um fim trágico antes de virar comédia futura. Mas o fato é que o que era meu nunca vive para contar história. É como seu eu precisasse ser exorcizada da história de cada um que amei loucamente. Já eu... Eu nunca consegui fazer o mesmo. Guardo anéis, bonecos, brincos, cartas, bilhetes, livros, desenhos, origamis, fotos, roupas e postagens.
E isso, essa falta de lembranças de uma vida compartilhada comigo, isso ainda me dói.
Não deveria, mas dói.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Pacífico vazio Caótico cheio
Mistura-se dentro de mim
Todo o pacífico vazio com o caótico cheio
Cheio de mim, completo
Cheio do outro, esvaziado
Experimento a totalidade
E ela não me tira o cansaço
Fadiga do mundo não meu
Esgotamento total do que é compartilhado
No interior já não tenho medo
Mas a tristeza acompanha a solidão
Sinto falta de ilusões e expectativas
Mágoa do que não está aqui
Já me reconheço no espelho
Infestada de mim mesma em todos os traços
A raiva e desesperança não me afastam mais
E chorar não me leva ao desespero
Sinto a melancolia se afogando em paz
Paz...
No caos, a paz de espírito
A sensação de certeza
Na eterna dúvida do que será
Paz de finalmente poder ser
Mesmo estando destruída com o que não é.
Todo o pacífico vazio com o caótico cheio
Cheio de mim, completo
Cheio do outro, esvaziado
Experimento a totalidade
E ela não me tira o cansaço
Fadiga do mundo não meu
Esgotamento total do que é compartilhado
No interior já não tenho medo
Mas a tristeza acompanha a solidão
Sinto falta de ilusões e expectativas
Mágoa do que não está aqui
Já me reconheço no espelho
Infestada de mim mesma em todos os traços
A raiva e desesperança não me afastam mais
E chorar não me leva ao desespero
Sinto a melancolia se afogando em paz
Paz...
No caos, a paz de espírito
A sensação de certeza
Na eterna dúvida do que será
Paz de finalmente poder ser
Mesmo estando destruída com o que não é.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
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